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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

RESENHA: O Visconde Que Me Amava

A série literária  de romance de época “Os Bridgertons” da escritora americana Julia Quinn, retrata uma família muito importante da alta sociedade inglesa do século XIX, a família Bridgertons. Aqui conhecemos a Violet,uma mulher forte e viúva que depois da morte do marido teve que cuidar dos seus filhos sozinha e tem o sonho de ver todos eles casados. 

“Os Bridgertons são de longe a família mais fértil da alta sociedade”. A viscondessa Violet e o falecido visconde apenas tiveram oito filhos e estes são nomeados em ordem alfabética. Sendo assim, temos: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.  Os menores não tiveram a oportunidade de conhecer o pai, pois o menino tinha dois anos e a menina ainda estava na barriga da mãe quando a tragédia aconteceu.



No total temos nove livros, os oito primeiros retratam a vida de cada irmão Bridgerton e o último livro são capítulos extras e o ponto de vista da matriarca da família. É muito interessante ver o crescimento e o amadurecimento de cada um desses irmãos, por exemplo, Gregory e Hyacinth, conhecemos eles crianças e no último livro os dois têm respectivamente 26 e 24 anos. 


No total temos nove livros, os oito primeiros retratam a vida de cada irmão Bridgerton e o último livro são capítulos extras e o ponto de vista da matriarca da família. É muito interessante ver o crescimento e o amadurecimento de cada um desses irmãos, por exemplo, Gregory e Hyacinth, conhecemos eles crianças e no último livro os dois têm respectivamente 26 e 24 anos. 

Em “O visconde que me amava” temos a história do Anthony, irmão mais velho. Quando o pai morreu, já tinha seus 18 anos, então logo em seguida precisou ter muitas responsabilidades, pois era o “chefe da família”, o novo visconde,  apenas no papel porque quem continuava sendo a que tomava as decisões finais era sua mãe. Na temporada de 1814, com seus 30 anos, decidiu que precisava se casar e  que Edwina Sheffield seria a  melhor opção, porém para este casamento acontecer terá que convencer Kate, já que em um dos bailes da temporada Edwina disse que só se casaria com o homem que conseguisse a benção de sua irmã mais velha. No caso isso seria mais difícil do que pensava Anthony, pois Kate não tinha uma boa estima dele, já que acompanhava a coluna de fofoca de Lady Whistledown. Dessa forma, o visconde precisava passar muito tempo com Kate, porque tentava convencê-la de que ele tinha um bom caráter e que não iria fazer mal para a sua irmã e, depois de várias situações, ela percebe que apesar de sua fama ele era uma boa pessoa.


Em “O visconde que me amava” temos a história do Anthony, irmão mais velho. Quando o pai morreu, já tinha seus 18 anos, então logo em seguida precisou ter muitas responsabilidades, pois era o “chefe da família”, o novo visconde,  apenas no papel porque quem continuava sendo a que tomava as decisões finais era sua mãe. Na temporada de 1814, com seus 30 anos, decidiu que precisava se casar e  que Edwina Sheffield seria a  melhor opção, porém para este casamento acontecer terá que convencer Kate, já que em um dos bailes da temporada Edwina disse que só se casaria com o homem que conseguisse a benção de sua irmã mais velha. No caso isso seria mais difícil do que pensava Anthony, pois Kate não tinha uma boa estima dele, já que acompanhava a coluna de fofoca de Lady Whistledown. Dessa forma, o visconde precisava passar muito tempo com Kate, porque tentava convencê-la de que ele tinha um bom caráter e que não iria fazer mal para a sua irmã e, depois de várias situações, ela percebe que apesar de sua fama ele era uma boa pessoa.

Esse livro é um romance clichê, estilo cão e gato que você começa o livro com uma certa ideia de como vai ser o final. É um livro muito leve, com uma leitura fluida, ótimo pra quem precisa se desestressar e quer rir um pouco. Além disso, é muito especial como a autora consegue em todos os livros dessa série colocar como o plano de fundo a importância da família, a união, o amor e deixar a gente matar a saudade dos outros irmãos Bridgertons que vivem se intrometendo nas histórias alheias (amo isso!!!). 



  Um outro detalhe importante, é que foi lançado no final de 2020 uma série da netflix chamada “Bridgertons” baseada nessa querida família, produzida pela Shonda Rhimes, a mesma produtora Greys anatomy, ou seja, teremos muito drama. Essa primeira temporada será sobre a Daphne, porém vemos  um pouco dos  irmãos Bridgertons e de Violet.







 

 

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

A magnitude de Evelyn Hugo


RESENHA: OS SETE MARIDOS DE EVELYN HUGO


Os Sete Maridos de Evelyn Hugo foi o quinto livro publicado pela autora romancista Taylor Jenkins Reid, em 2017, sob o titulo original de The Seven Husbands of Evelyn Hugo. No Brasil, foi lançado em 2019, através de uma edição especial e exclusiva produzida pela Tag – Experiências Literárias e em uma parceria com a Editora Paralela, o qual foi lançando, posteriormente, em sua versão para as livrarias de todo o país.

O romance fictício escrito por Reid (2017) dá a vida a personagem central da história, Evelyn Hugo, um dos maiores símbolos de Hollywood desde a década de 50, um dos grandes retratos de referência feminina em cinema no mundo. A personificação de Hugo é então narrada por Monique Grant, uma jornalista, desconhecida e desprovida de experiência, que recebe a maior e única oportunidade de sua carreira: escrever a biografia de Evelyn Hugo, contada pela própria atriz, agora com oitenta anos de idade e uma vida que fora inteiramente cercada pelos holofotes. Grant, escolhida especialmente por Evelyn para a autoria de sua biografia, se sente a beira de um misto de emoções, que vão de felicidade e honra, a curiosidade e suspeita, afinal, o que tem a dizer a mulher que por tantos anos subiu ao palco das grandes especulações e rumores, a mulher que fora casada sete vezes e que foi observada diante de tudo e de todos? A partir da ênfase no questionamento de quem fora e como se tornara uma estrela mundial, Evelyn Hugo ainda tem muito a dizer.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, representa, para mim, a maior e melhor leitura do ano. Particularmente, o livro chegou em minhas mãos em abril de 2020, cerca de um ano após o lançamento da obra no Brasil, e, apesar de ter passado os olhos por alguns comentários positivos a respeito, eu iniciei a leitura sem grandes expectativas e com zero conhecimento prévio do que iria se tratar a história, nada além de uma breve especulação diante do título.

A narração presente no livro é fácil e fluída, o que, por si só, já torna a experiencia de ler agradável, mas além disso, logo nas primeiras 30 páginas, o enredo é capaz de prender a atenção do leitor e convence-lo a não soltar o livro. Quanto mais se avança na leitura, mais envolvidos ficamos com o que se passa na história. Temos a trajetória de ascensão de Evelyn Hugo descrita de forma tão pessoal e cativante que é, até mesmo, possível acreditar que a personagem é real e faz parte dos nossos ícones de celebridades. E diante do percurso vivido por Evelyn, sob a narração do seu próprio ponto de vista, conhecemos cada um dos sete maridos da grande atriz e nos rodeamos com a dúvida central de quem, de fato, foi o grande amor de sua vida.

A construção da figura principal da obra, Evelyn Hugo, foi tão marcante, que, ao ler o livro criamos um sentimento de vínculo com a estrela, e somos capazes de nos emocionar, rir, e querer defender a personagem, pois sentimos que vivemos todos os passos junto com ela. Ademais, Taylor Jenkins Reid (2017) foi capaz de habilitar em nossas mentes uma imagem explicita de Hugo, que logo se tornaria uma marca única da própria personagem os cabelos loiros, vestidos verdes e joias, sendo impossível reverter sua imagem e não relacionar tais elementos a ela. 

É, logo, com o grande caráter feminino, com o romance que se inicia sutilmente até o ponto que nos ressalta de forma inegável, que essa obra se lança como uma das obras mais significantes lidas por mim, ao passo que, além de me fazer passar noites a dentro imersa na leitura, se tornou marcante a ponto de ser citado durante meses e, quem sabe, anos, após a leitura. Os sete maridos de Evelyn Hugo, com toda a sua impactante trama, sua reviravolta de caminhos e emocionante jornada, é, de fato, que traz o fervor de amar um personagem como se este fizesse parte, não só de nossas realidades, como de nossas próprias histórias.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

RESENHA CRÍTICA: Incógnito, o livro que impulsiona a libertação do pássaro azul em nosso peito.

 

LAIR, Larissa; Incógnito; 1. ed. Rio de Janeiro: produção independente, 2020. P. 1-576.

         Os artigos indefinidos jamais serão vistos da mesma forma após a leitura do livro Incógnito, lançado em 2020 pela escritora e comunicóloga Larissa Lair (2020), que brinca com o tema da indefinição em toda sua obra e de diferentes maneiras, seja com os nomes dos capítulos, ou até mesmo com alguns acontecimentos presentes na história. No início da leitura, todos os leitores são incógnitos.

Larissa Lair (2020), formada em jornalismo, possui uma escrita leve e clara, com riqueza de detalhamento que atribui prazer ao leitor e o transporta com facilidade para o ambiente e para a ação narrada, proporcionando a sensação de estar no lugar da personagem. Incógnito é uma fanfic do grupo sul-coreano BTS e agora se tornou um livro, sendo o primeiro publicado da autora, feito de maneira independente. 

Essa primeira edição é focada, a princípio, no público que acompanhava Incógnito nas plataformas digitais de histórias e de fanfics, por esse motivo é considerada um fan made (feito por fã) e não foi necessário alterar os nomes das personagens. No entanto, a autora possui um grande interesse em adaptar a obra para o Brasil e publicá-la também. 

Incógnito é um livro LGBTQ+ colegial que aborda muitos impasses da juventude, sobretudo bullying, homofobia, busca de identidade, relação entre os pais e o adolescente, anorexia, entre outros. Mesmo não tratando de todos esses temas de maneira aprofundada, Incógnito ainda é um livro no qual muitos jovens identificam seus conflitos na adolescência e se sentem acolhidos por saberem que não são os únicos que possuem medos e dúvidas ou que sofrem de algum problema, seja ele externo ou interno. Saber que não se está sozinho em determinada situação é reconfortante, e Incógnito é um livro que, nesse quesito, te abraça.

O título da obra remete a uma das personagens principais: Kim Taehyung, um adolescente que perde seu diário, o qual usava a palavra ‘’incógnito’’ para se autodenominar, buscando manter sua identidade anônima. Mas Jeon Jeongguk, o garoto que encontrou este diário, investiga com minuciosidade todos os detalhes presentes nas anotações pessoais do Incógnito para descobrir quem é a pessoa por trás das narrações peculiares e fascinantes presentes no caderno. Jeongguk, sabendo de todos os problemas que o dono do diário enfrentava — como bullying e homofobia —, sentiu uma grande vontade de se tornar amigo dele.

Assim, há todo um planejamento vindo do garoto para arranjar uma maneira de se aproximar de Taehyung e enfim devolver o diário para ele. O adolescente tem êxito em se aproximar do Incógnito, mas não consegue entregar o caderno ao dono, então o mantém guardado. Cada vez mais próximos, sentimentos novos vão aflorando dentro de Jeongguk e ele se vê cercado de dúvidas, medos e espinhos, se perguntando a todo momento se estava mesmo sentindo atração por um garoto.

Lair (2020) trabalha em sua obra o poema O pássaro azul, de Charles Bukowski, que trata da censura de quem a pessoa realmente é. O eu-lírico do poema diz que há um pássaro azul dentro de si, mas é duro demais com ele e não o deixa sair, ou quando o deixa, é à noite, quando ninguém está vendo, e em seguida ele volta para seu devido lugar: em seu peito. Ambas as personagens principais possuem um pássaro azul guardado dentro de seu peito e os leitores, conforme a leitura, vão percebendo qual pássaro azul aprisionam também.

Da mesma forma como há a abordagem de indefinição em Incógnito, existem também muitas descobertas: sobre orientação sexual, sobre identidade e, claro, sobre com quem o diário estava. Apesar de toda reviravolta decorrente desses descobrimentos, eles apenas servem para definir e concretizar os sentimentos e as concepções das personagens.

Um capítulo muito marcante para a história inteira é o Um baile, pois Taehyung, depois de enfim conquistar sua voz e de ter construído uma confiança dentro de si, encara de frente o valentão que costumava praticar bullying consigo, enfrentando todos os seus medos com coragem, determinando, então, sua verdadeira personalidade. Além deste grande fator, no capítulo há a liberação do pássaro azul dos dois garotos quando, no meio de todos os alunos do baile de formatura, eles decidem se beijar, expondo para todo o colégio que estavam juntos.

Assim como as duas personagens principais, no final da leitura do livro os leitores já tiveram uma reflexão significativa sobre sua própria identidade e descobriram ou reafirmaram quem eles são de fato, enfim liberando o pássaro azul — que significa a própria aceitação individual — guardado dentro de cada um. Por fim, os leitores deixam de ser incógnitos.

           Como se trata de uma obra narrada através da perspectiva de um adolescente, Incógnito tem como público-alvo jovens entre 14 e 17 anos, mas considero um livro para todas as idades devido aos temas importantes abordados ao longo do romance e, claro, ao fato de que não tem idade para se ter um pássaro azul guardado em nosso peito. Portanto, afirmo ser um livro que trará muitos ensinamentos ao leitor e o fará descobrir muitas coisas sobre si mesmo, assim como Taehyung e Jeongguk descobriram, juntos.

 

Resenha por: Maria Clara de Paula Reis, graduanda em Letras: português pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

Onde ler Incógnito:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/incognito-vkook--taekook-7043132

https://my.w.tt/jHnIDuAGScb