sexta-feira, 22 de julho de 2016

Resenha do filme O Boneco do Mal


Pôster do filme no Brasil

The Boy, (Boneco do Mal)
Diretor: William Brent Bell
Escritora: Stacey Menear
EUA, 2016, (97 min)



 



O homem boneco
           
        
             Boneco do Mal, o filme de terror do diretor William Brent Bell, já conhecido por outros filmes de terror como: Wer de 2013, The Devil Inside 
(Filha do Mal) de 2012 e Stay Alive (Jogo Mortal) de 2006.
            O filme conta a história de Greta (Lauren Cohan), uma jovem mulher norte-americana, que busca fugir de seu passado conturbado, e acaba aceitando um emprego em uma pequena aldeia na Inglaterra como babá para o filho de oito anos de um casal rico, enquanto eles tiram um tempo de férias. Os idosos Sr. e Sra. Heelshire possuem uma lista de regras estritas para ela seguir na hora de cuidar de seu filho, Brahms; e eles dizem a Greta “seja boa com ele que ela será bom com você”. Mas o mais perturbador é que Brahms não é um verdadeiro menino de oito anos de idade. Ele é um boneco de porcelana em tamanho natural, a quem os pais amorosos cuidam e amam profundamente, assim como um menino de verdade.
            Greta percebe coisas perturbadoras acontecendo na casa, ela ouve choro á noite, suas coisas somem e o boneco começa a se mover de lugar sozinho. E ela conta isso para o entregador Malcolm (Rupert Evans), que começa a achar que ela ficou louca, mas depois também acaba presenciando uma cena na qual o boneco se move. Eles desconfiam que sejam espíritos, pois Malcolm conta á ela que o verdadeiro filho do casal morreu em um incêndio há 20 anos naquela casa.  
                 Quando Cole (Ben Robson) seu ex-namorado, aparece nesta casa na Inglaterra, ele tenta leva-la de volta as Estados Unidos. Porém ela já está muito apegada ao boneco, e não quer abandoná-lo e Cole com raiva, acaba quebrando o boneco..... e o grande segredo se revela. 
              O filme não é tão aterrorizante, considerara-o, mas como um filme de drama/suspense. Teve um final bem inesperado. Porém esperava algo mais assustador como espíritos malignos. Como no filme Filha do Mal, do mesmo diretor, que é bem assustador. Boneco do Mal é um filme bem intrigante, quando você começa ver, você fica curiosa com os acontecimentos e os segredos e só assim para terminar de assistir.


Referência:


Érika Moreira Carvalho, graduanda de Letras­-Inglês na Universidade Federal de Goiás­-UFG.

                Não, porque esse não é o meu nome!
                         
Era começo de semestre e eu tinha acabado de pegar o meu horário de aulas com as disciplinas e os nomes dos respectivos professores, descobri que eu teria aula com uma professora chamada Keilane, mas eu não sabia pronunciar Keilane, toda vez que eu ia falar o nome dela saía um Keilaine. Nos primeiros dias de aula nem a chamava pelo nome, só me referia a ela como "a Professora de Linguagem". O tempo foi passando e não me sentia bem pronunciando o nome dela errado, eu até treinava quando estava sozinha, mas nunca conseguia. No final do semestre ia acontecer um amigo secreto, no dia de "tirar" os nomes lá estava eu... mais apreensiva do que nunca, pois o nome que eu havia tirado era o da professora, justo o nome que eu não conseguia pronunciar. Treinei mais milhões de vezes em casa e nada da pronuncia correta, me sentia uma boba, afinal, todo mundo consegue pronunciar esse nome, aliás, nem todo mundo. Af! Um dia antes da revelação do amigo secreto eu decidi falar com ela. Depois do término da aula quando todos já haviam ido embora, eu disse a ela:
- Professora, posso te chamar de Keilaine?
Ela disse:
- Não...
Eu disse:
- Por quê?
Ela disse:

- Porque esse não é meu nome.





Por: Milena Oliveira Silva, graduanda em Letras-Português/UFG.

O Rei Regressou

O Rei Regressou

            O filme “O Rei Leão” (título original: “The Lion King”), cuja estreia ocorreu em 1998, é uma animação da Walt Disney Pictures, dirigida por Roger Allers e Rob Minkoff, que fez muito sucesso entre a geração infantil de seu tempo. O longa, além de contar com trilha-sonora de composições de Elton John, narra uma história de conflitos familiares, amor, luta e superação pessoal. Mesmo que destinada ao público infantil, esses temas universais são muito bem explorados e entram no imaginário da criança por meio de canções originais e de animais multicoloridos: eis uma fábula moderna.
            A história começa com o nascimento de Simba, um filhote de leão, protagonista do filme. Nascimento que, por sinal, já causa discórdia na família, uma vez que Scar, tio do protagonista, passaria a ser o terceiro na linha de sucessão do reinado da selva, depois de Mufasa, pai de Simba, e, em seguida, este.
Dessa situação pouco tranquila e nada favorável, Simba se vê, depois de uma tragédia, forçado a deixar o reino onde nasceu e ir à procura de um novo lar. Nesse caminho, ele se encontra com Timão e Pumba, um suricato e um javali que o ajudarão na superação do trauma causado pela tragédia e o guiarão na volta para o reino de que pertencia. A volta será marcada por uma luta incrível, animada e angustiante da retomada do trono, então ocupado por seu tio, Scar. Quem sairá vitorioso desse embate?

Trata-se de um filme emocionante que, apesar de destinado ao público infantil, comoveu muitos adultos com a linda mensagem de união que a narração passa. Ademais, o filme conquistou dois Oscar (de melhor trilha-sonora original e melhor canção original), além de um Globo de Ouro de melhor animação. Já não se restam dúvidas: é uma excelente indicação não só para as crianças, mas também, para mães e pais que se divertirão à bessa!
Ade-ga-bá

            Gritou uma criança do lado de minha mesa, numa panificadora: ade-ga-bá! Todos conversavam, eu escrevia: sendo, portanto, julgado por olhos que nunca vira. Mais julgado me senti que o Menino-Adegabá. Ele ainda não aprendeu: está aprendendo. E como?! Uai: chantagem. Oferecem-lhe um chiclete: uau! Quão falho... desde cedo as crianças já descobrem o valor material que suas ações têm; ações notadamente imateriais: ádega-bá! Capitalismo infantil? Cadê a solidariedade?
http://img.elo7.com.br/product/original/10B763D/squeeze-minions-promocao-imperdivel-promocao-imperdivel.jpgAff... Paremos de sonhar. As pessoas só sonham, nunca fazem. O chiclete não acalmou o Menino-Adegabá. Só um objeto o poria em silêncio(?): o chaveiro de minha mochila. Então: solidariedade: dei-lho. Ai, eu gostava tanto e, agora, está a ser destruído por um... um algo que nem bem descobriu que existe. Deixe assim. Vale mais. O silêncio de então valeu mais. Ei-la: solidariedade: recíproca(?).
            A solidariedade (já repararam que dentro dela há solidão?) está nisto: jamais reaverei o chaveiro.
1)   Não quero tomar-lho, ele faria o maior alvoroço, credo!, odeio escândalos.
2)         Eu luto?, LUTO por isto: um mundo que é nosso.
Isso, porém, nem é bonito. Claro que não! Tratava-se de um Minion, ah ele gostou: caridade. Uma ova!, puro interesse meu, interesse no silêncio: ádega-bá. Sem que os pais soubessem, ensinei a ele a moral-do-comportamento-em-panificadoras. Que absurdo!, paremos com essa de moralista. quem mesmo disse que não havia nada mais imoral que os moralistas? Quem diria: a moral-do-chaveiro. Dar-lho-ei; dar-lho-ei; dar-lho-ei: bleh! Foi-se então. Isso é importante: temos de ver nele a geração que está nascendo. A geração que já aprendeu o valor da troca; troquei, pois: pelo silêncio, pelo texto, pela pose de caridoso.


Nunca mais!

   Era uma típica terça- feira de setembro, bem quente! Estava voltando para casa ouvindo música e mergulhada em meus pensamentos, quando de repente algo me chamou a atenção.  Um casal bem jovem estava discutindo dentro do ônibus, o casal gritava. Ela dizia:

- Quero terminar, pra mim já deu! Você prometeu que ia mudar, mas continua o mesmo. Não te suporto mais, Bernardo.

- Bernardete, você disse a mesma coisa semana passada, semana retrasada, mês passado, você diz isso sempre. Mas se é isso que você quer... Não me procure nunca mais, nunca mais! Agora é pra valer.

   O rapaz começou a chorar e desceu na próxima parada, deixando Bernardete aos prantos. Ela pegou o celular e começou a ligar para Bernardo, porém o moço não atendia.Caí no sono e quando acordei a moça não estava mais ali. No outro dia às sete horas da manhã estava indo para à escola e reencontrei o casal, estavam juntos como se nada tivesse acontecido. Logo pensei: Até o “nunca mais” cai nas armadilhas do amor.



Estudante: Izadora Borges da Silva Batista

Fato Ocorrido

Lembro-me, certa tarde, ao utilizar um transporte coletivo, ônibus, bus, buzú,com   se costuma dizer,
coisa que raramente faço. Neste dia porém, foi preciso. Tive sorte, pois, ao adentrar no coletivo, uma jovem muito educada cedeu-me seu assento para que  pudesse me acomodar.
Bem instalado, e... confortavelmente acomodado, foi que, sem querer, pude ouvir vindos dos assentos logo à minha frente, uma conversa entre duas amigas muito interessante:
_ Amiga, tenho um babado muito doido pra te contar.
_ Conta!
_ Então, sabe aquele menino do 402 no bloco onde a gente mora?
_ Sim, sei. Que se passa com ele?
_ Pois é, o Fredy, aquele gato, me convidou pra gente sair... dá um rolê por aí, sabe?
_ E tú amiga, aceitou, topou a parada?
_ Então miga, assim de cara, não aceitei. Fiz aquele charme... me fiz de difícil né!
_ E ele?
_ Há! Insistiu, insistiu até que aceitei. Combinamos então de nos encontrar no barzinho do Pedro, aquele outro gato, lembra?
_ Sim, lembro. Mais, e aí?
_ Miga, a maior robada.
_ Como assim?
_ Me arrumei toda, bem produzida, top model.
_ Abafando?
_ Sim, só que quando cheguei lá, no barzinho do Pedro, bem na hora que combinamos...
_ Sim miga, fala!
_ O mala do Fredy já tava lá, só que muito bem acompanhado daquela cirigaita do 602 do bloco H, a Talita.
_ Não acredito, fala sério...?
O transporte coletivo, ônibus, bus, buzú parou.
Minha hora de descer.

A poesia poesia da mãe da natureza


Um dia desses, na sala de número 144 do Centro de Formações de Professores (CFP), ouvi algo que me deixou imensamente incomodado. Era uma moça bonita, de olhos claros e cabelos cacheados. Sua boca era carnuda e sua voz era monstruosamente grave. A moça afirmou, verbalmente, que não poderia existir algo que pudesse representar maior sentimento do que um poema. “Não existe poesia mais linda que a poesia escrita”, acrescentou a jovem em conversa casual com a amiga. Era uma sexta-feira e fui para minha cidade natal, Piracanjuba. Como de praxe, fui para o santo vôlei, mas o que eu ouvira não saía da minha mente.

Dormi. Acordei já ao meio-dia do sábado. Poderia ser uma tarde como qualquer outra, mas minha mente, sapiosexual, naquela tarde em que a incerteza e a insegurança permeavam meu ser, não estava preparada para tamanha miscelânea de dubiedade. Uma dúvida dolorosa me martirizava: será que realmente não poderia existir algo mais poético que qualquer poema? Ora, a priori pensara que não – alienei meu pensamento à declaração da jovem da CFP. Todavia, nada mais eficaz que situações para que refutemos nossos pensamentos obsoletos.

 Com o passar das horas, fui para o parque municipal. Uma tentativa em vão de descansar minha mente. O tempo foi passando e a tardezinha chegando. Sentia-me na obrigação de me responder sobre aquela pergunta que fizera a mim mesmo: “ não pode existir algo mais poético que um poema?”. O tempo continuou passando e, com os olhos fitados ao vácuo, comecei a pensar e a tentar compreender a beleza que a mãe natureza nos proporciona todos os dias. Continuei pensando. Pensei mais e mais um pouco. Comecei a obter algumas respostas sobre vários questionamentos retóricos que a mim mesmo eu fizera.

Continuei apreciando a natureza. No princípio, uma admiração pela beleza expressa em cada sombra, mas depois...  Depois chegou a reposta daquilo que eu tanto me perguntara. Meu corpo o desejava, minhas mãos suavam e eu sequer conseguia compreender o que ele dizia. Em minutos o coração passou a bater mais forte e o brilho nos meus olhos me deixava cego - como um motorista contra um farol alto. Sem rumo, sem direção. Naquele momento eu já não enxergava mais nada. Mas seu toque... Ah, seu toque  vinha sobre minha pele e me guiava naquela viagem apaixonante e envolvente. Meus pensamentos, vertiginosamente, projetavam-nos.

Coisa de adolescente? Não. Ora, que isso?! Isso é coisa de coração exigente que não se entrega a qualquer coisa desprovida de sapiência, mas que se relaxa àquelas situações exacerbadas de cultura e sentimentos. Agora, encontro-me todo dia, revivendo em pensamentos cada momento que juntos passamos em tão poucas horas.  O sol já estava de saída e, nós dois - dois perdidos -procurávamos o caminho para que não nos separássemos. Momentos!

O sol se foi. Comecei a pensar como seria noutro dia. Mas minha maior preocupação era em como digerir todas as informações que ele me trouxera. Como triturar tudo aquilo que absorvi dele? Oxalá! Parecia irreal, mas o crepúsculo me fez perceber que, num fim de tarde, há mais poesia do que em um simples conjunto de rimas.

Hoje sei que o crepúsculo é um momento em que a subjetividade fala mais que qualquer clareza de ideias. Assim, encontro-me, para sempre, aguardando a tarde para vê-lo chegar e juntos fazermos um intercâmbio de expressões que vão além do imaginário; vão além de um conjunto de rimas transcritas num papel. Essa percepção é o que nos faz avançar, no que diz respeito a estágios intelectuais. Não podemos nos prender aos paradigmas de que apenas o apreciado nos traz evolução. Não podemos acreditar que há poesia apenas no papel. Leiamos, portanto, a poesia que a mãe natureza escreve para nós.  O crepúsculo é apenas uma delas.


Lucas Hemetério dos Santos, graduando em Letras/Português na Universidade Federal de Goiás (UFG)